A Última Vez Que Eu Te Vi


A primeira vez que eu te vi
Eu tentei muito queimar meus olhos
A vida não era nada mais que um sonho triste
Eu não era nada mais que uma respitação triste
Mas você era algo parecido com areia
Quando a luz do sol bate no mar

A segunda vez que eu te vi
Eu estava prestes a pegar a estrada
Perguntei se você esperaria por mim
Você disse que a vida não era uma rodovia
Melhor se tivéssemos nascido
Como um pássaros cantadores siamêses

A terceira vez que eu te vi
Fomos no zoológico
Todas as cervejas quentes, os tristonhos macacos.
Grandes olhos sorrindo
Queria não ter segurado suas mãos

A quarta vez que eu te vi
Era como se eu fosse morrer
Eu estava esperando lá fora
Você simplesmente tinha um novo cara
Me perguntou porque, eu... Eu...

Filho, você não vem junto?
Não temos tempo para outra musica
Filho, você não vai cantar junto?
Nós não temos nenhum mar, criança.

A quinta vez que eu te vi
Ele estava viajando no exterior
E seus olhos, eles não estavam aqui.
Você simplesmente fez novos amigos
Enquanto eu tentava parar com os cigarros.

A sexta vez que eu te vi
Eu estava apropriadamente insano
Pelo whisky que tinha bebido
As drogas que havia tomado
Dê-me apenas uma chance e você vai perceber

A sétima vez que eu te vi
Você havia casado de novo
Se eu tivesse te beijado alguma vez
As coisas não seriam da mesma forma
Certamente o céu seria diferente

A oitava vez que eu te vi
Eu estava dedilhando a guitarra
E seus ouvidos não eram para mim
Meus ouvidos estavam sangrando
O garçom estava cego
Por favor, alguém cegue meus olhos.

A ultima vez que eu te vi
Era aproximadamente seis da manhã
Você se aproximou de mim em um carro estranho
Finalmente me beijou
Então acenou um adeus
Antes de você desaparecer

Às vezes eu sofro, querida.
Ou não estou forte o bastante para levantar
Mas os dias, eles simplesmente me afogam.
Voltando do trabalho
Tomando café azedo
Enjoado desde o seu peito

Vanguart - The last time i saw you (Tradução)



Me encantei, totalmente.

Porto


Sinto que alguma coisa me avistou, lá de longe, bem no fim da imensidão. Na eterna alucinação que me encontrava não fui capaz de perceber que estava bem ao meu lado. Continuei seguindo. Fui vagando sem saber por onde ia, fui descobrindo novos caminhos e novas paisagens. Por dias e dias eu só tinha a mim de companhia, de vez em quando algum ser de assas interruptas que vinha só de passagem. Às vezes de noite eu parava e ficava olhando o céu, imaginando se alguém lá de cima poderia me avistar, ou pelo menos me escutar. Eu pedia demais. Sem mesmo nenhum sinal continuei seguindo. Fui guiada pelo sol. Me lembrei de tudo que já tinha ouvido sobre sobrevivência, mas quase nada adiantou. Mas não há nenhum desespero que dure para sempre, uma hora tudo se acalma. E eu depois de dias, semanas, meses, anos retornei. Minha incessante viagem chegou ao fim. E eu finalmente pude descansar. Eu encontrei meu porto.