Á vinte e seis dias

Eu vou ficar aqui, sentada, esperando por alguma palavra ou explicação, porque eu não vou mais tomar nenhuma atitude que geralmente é sempre eu que faço, agora eu não vou falar mais nada, não vou perguntar se está tudo bem, te pedir desculpas, e nem rir do que não é engraçado, é um esforço que estou fazendo estou seguindo com o meu orgulho adiante, e acho que será melhor assim. Relembrando aquele dia sinto que ao falar tamparam minha boca, sem ao menos perguntarem o que eu estava pra dizer, saíram e fecharam a porta pra nunca mais voltarem.
Todos eles foram covardes demais, e colocaram na minha cara que não estavam nem ai, jogaram tudo pro alto, e foram se divertir com outras pessoas, e deixei que fossem afinal eu já não compreendia tudo aquilo que estava acontecendo, eu estava indo pra um lado que eu sabia que seria bem recebida, teria um novo abraço, e um novo conforto que me esperava. Mas veio a tal da comparação, de dividir as coisas e olhar pro passado, das coisas que eu já estava acostumada, isso foi terrível, e pela primeira vez eu ouvi um “eu te amo” que me doeu dentro do peito, eu não sabia o que falar e simplesmente deixei passar com um sorriso de agradecimento.
Se antes estava difícil de entender as coisas, hoje depois de muitos dias tornou-se muito pior, agora eu não sei optar pelo certo ou pelo errado, tenho mil dúvidas, mas eu quero é continuar vivendo bem e feliz aqui onde eu estou, com ou sem alguém ao meu lado.
Só lembrando que a saudade que eu sinto hoje, é maior do eu podia imaginar, as fotos me trazem sentimentos mútuos que ainda levo comigo, é uma tortura enorme fazer isso comigo mesmo, mas eu vou voltar e deixar a porta aberta, pra caso eles queiram entrar e conversar novamente.

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